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Febre Amarela: Saiba como a Pesquisa Clínica está sendo fundamental para combater a doença

POR EM Sem categoria em 23 de março de 2018

A febre amarela tem sido uma preocupação crescente no Brasil, principalmente pelos  números expressivos que comprovam que o surto segue avançando e causando mais vítimas em todo o território nacional. Causada pelo flavivírus e transmitida por mosquitos, essa doença infecciosa grave pode ocasionar febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas, vômitos, insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e até mesmo a morte.

De março de 2017 até o mesmo período de 2018 os casos comprovados da doença aumentaram 320%. Já os casos fatais de febre amarela aumentaram em 5 vezes no mesmo período. Somente no Rio de Janeiro, o número de mortes chegou a 67 na última semana.

Com o número de pessoas infectadas alcançando patamares alarmantes e a necessidade de imunizar uma grande parcela da população brasileira rapidamente, o Ministério da Saúde, baseando-se e confiando em pesquisas clínicas realizadas pela organização britânica Wellcome Trust e com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) nos anos de 2009 e 2017, adotou uma medida inédita no Brasil, a aplicação das vacinas de forma fracionada.

O fracionamento, testado e recomendado pela OMS, é uma medida preventiva em casos de aumentos significativos de aparecimentos de casos de febre amarela silvestre em áreas com risco de expansão da doença em grandes centros populosos. Nesta primeira etapa de imunização, a meta do governo é vacinar 19,7 milhões de pessoas. Deste montante, 15 milhões receberam a dose fracionada da vacina e os 4,7 milhões restantes receberam a dosagem padrão.

Cada frasco da vacina contra febre amarela possui cinco doses integrais, com 0,5 mililitro (ml) cada. A diferença da dose fracionada é que a quantidade aplicada é inferior: 0,1 mililitro. Porém, isso não a torna menos eficiente. De acordo com as pesquisas clínicas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi verificado que a potência da vacina fracionada excede o valor mínimo para induzir a produção de anticorpos pelo organismo humano, necessário para alcançar a imunização.

Entretanto, diferentemente do que ocorre com a dose completa que é válida para a vida toda, quem receber a vacina fracionada deverá receber um reforço da mesma após um período de oito anos, como afirmam as pesquisas que norteiam as decisões do Ministério da Saúde.

Graças às pesquisas clínicas realizadas, será possível vacinar e imunizar uma grande parcela da população em um tempo muito menor e com a mesma eficácia. Os estudos clínicos foram e continuam a ser imprescindíveis para o combate a esta doença e para possibilitar o salvamento de inúmeras vidas brasileiras.

Fontes:

*https://saude.abril.com.br/medicina/febre-amarela-numero-de-mortes-aumentam-5-vezes-em-uma-semana/

*https://oglobo.globo.com/rio/sobe-para-67-numero-de-mortes-por-febre-amarela-no-estado-22509762


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richard_pense

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