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As 6 perguntas mais comuns sobre pesquisa clínica

POR EM Sem categoria em 5 de dezembro de 2017

Muito antes de um medicamento chegar às dependências de um hospital ou às prateleiras de uma farmácia, ou mesmo de um novo tratamento ser proposto a um paciente, estudos que envolvem pesquisadores e pacientes buscam testar a eficácia e a segurança das substâncias e métodos a serem utilizados no tratamento de uma doença. Conheça as perguntas mais comuns sobre a pesquisa clínica:

O que é um estudo clínico?

O estudo clínico é um processo de investigação científica envolvendo seres humanos. Eles experimentam alternativas para o tratamento de patologias já conhecidas, como o câncer. Nessas pesquisas também são estudados novos medicamentos, uma nova combinação entre as drogas ou até mesmo uma nova maneira de se realizar cirurgias. Como resultado, a comunidade científica obtém conhecimento sobre os medicamentos, procedimentos ou métodos que auxiliam a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

Como são feitos esses estudos?

A maior parte das pesquisas clínicas são patrocinadas por agências oficiais de incentivo, além das indústrias farmacêuticas. O patrocinador geralmente é quem arca com as despesas de transporte e alimentação, decorrentes da presença do paciente às visitas programadas, geralmente em maior número do que nos tratamentos convencionais. Com frequência, o mesmo estudo é oferecido em vários centros de tratamento, possibilitando que pacientes de diferentes localidades tenham a possibilidade de participar. Em geral, eles são divididos em quatro etapas.

Quais são as fases da pesquisa clínica?


A pesquisa clínica é usualmente classificada em quatro fases. A fase 1 tem como objetivo reconhecer a toxicidade (quantidade de toxinas liberadas no organismo) de determinado recurso terapêutico. A fase 2 determina a dose, eficácia e segurança do medicamento no tratamento da enfermidade – no caso de doenças crônicas o produto não é usado por tempo prolongado. A fase 3 determina a segurança no uso do medicamento em longo prazo, eficácia, segurança e interações medicamentosas. Já a fase 4 é realizada após o lançamento do produto, para estudar a diferenciação do medicamento em relação a outros da mesma classe.

Quem pode participar?


Qualquer cidadão, teoricamente, pode vir a ser um “sujeito de pesquisa”. Primeiramente, o paciente deve conversar com o médico. Após todas as informações dadas pelo especialista, ele poderá decidir, junto à sua família, se participar de uma pesquisa clínica é ou não uma boa opção. Para se participar de um estudo clínico, o paciente precisa possuir o perfil da população que está sendo estudada, ou seja, preencher os “critérios de inclusão” no estudo e não possuir características dos “critérios de exclusão”. O participante precisa ser esclarecido sobre todos os aspectos da pesquisa, como os procedimentos a que será submetido e seus possíveis riscos, além de conhecer e concordar com os direitos e deveres como participante do estudo. Para isso, assinará um consentimento de participação (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido). Caso tenha menos de 21 anos, a decisão deverá ser tomada conjuntamente a um maior de idade legalmente responsável pelo paciente.

Quais os benefícios?


Dentre os possíveis benefícios, estão um maior acompanhamento médico, com consultas mais frequentes, a possibilidade de ser o primeiro a se beneficiar de um novo tratamento, caso ele seja eficiente, além de poder contribuir de forma significativa para a evolução científica no tratamento de doenças.

Quais os riscos?


Entre os possíveis riscos de participar de um estudo clínicos estão os efeitos colaterais dos tratamentos, que muitas vezes podem ser desconhecidos e uma eventual ineficácia em relação ao tratamento padrão – o novo pode simplesmente funcionar para alguns pacientes mas se mostrar inócuo para outros.


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3 anos ago / Sem Comentários

5

DEZ

Sem

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richard_pense

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